Arquivo do mês: junho 2016

3 razões porque o Moodle é a principal plataforma educacional da web

O ensino a distância – ou EAD, como é conhecido no Brasil – é um dos sistemas mais utilizados pelos brasileiros. A flexibilidade oferecida por esse tipo de ensino, assim como seu custo-benefício e possibilidade de encontrar o ritmo certo para você, fazem com que milhões de pessoas optem pelos cursos ministrados na web.

No entanto, entre todas as plataformas de e-learning existente no mercado, uma delas ganha maior destaque por conta de suas vantagens em relação aos seus concorrentes: o Moodle.

A plataforma conta com mais de 360 mil cursos oferecidos, 25 mil instalações e mais de 4 milhões de alunos distribuídos em mais de 155 países. Ele é usado pela Universidade Aberta do Brasil e pela Universidade Aberta da Inglaterra e já conta com mais de 54% de participação no mercado internacional.

1 – Uso amplo e código aberto

Uma das principais características que transformaram o Moodle no sucesso que ele é hoje é sua aplicação. Ele conta com uma rede IP e um servidor central e abriga softwares, scripts, bancos de dados, diretórios, entre outros, em um ambiente virtual.

Esse ambiente virtual do Moodle pode ser visualizado por meio de qualquer navegador de Internet, como o Opera, Firefox, Safari, Internet Explorer, entre outros. Seu desenvolvimento é em PHP e a plataforma consegue suportar diferentes bases de dado, assim como é possível implantá-lo em sistemas diversos, mas preferencialmente em LINUX.

Seu código fonte é disponibilizado de forma gratuita e pode ser personalizado, adaptado e também estendido, o que permite que ele seja colaborativo nesse sentido.

2 – Filosofia educacional

A segunda razão que faz do Moodle a principal plataforma de cursos da internet é a sua filosofia educacional construcionista. Ou seja, para essa filosofia o conhecimento só é construído dentro da mente dos alunos e não em aulas expositivas e livros, como a maioria das plataformas se baseia.

Isso possibilita que os cursos que são criados na plataforma tenham todo o seu ambiente centrado no estudante. Dessa forma o professor ou tutor é responsável por ajudar seu aluno a fazer a construção de seu conhecimento de acordo com algumas habilidades.

Essa filosofia educacional faz também com que o Moodle dê mais atenção às ferramentas de interação entre alunos e professores. Além de conseguir fortalecer a ideia de que o ambiente colaborativo é importante para as noções de aprendizado da internet. Por isso é possível compartilhar e-books, wikis, fóruns, diários, chats, entre outros.

3 – Outras vantagens

O Moodle ainda possui algumas outras vantagens que fazem da plataforma a mais usada na web. Entre elas está a sua simplicidade na hora de instalar e acessar a plataforma, a gratuidade e segurança da plataforma, possibilidade de acessar o material de cada uma das disciplinas, registro das informações colocadas nos fóruns, dúvidas sanadas por meio de chats em tempo real, entre outros.

Além disso, os critérios de avaliação que são usados em cada um dos cursos e de suas disciplinas são definidos pelo professor que está ministrando aquela aula, possibilitando que não seja usado um único modelo para todas as disciplinas ou cursos disponibilizados no Moodle.

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Gestão de carreira

A carreira se difere de emprego, sendo que, carreira é um processo que leva tempo para se compor, tendo que observar uma série de fatores, fazer planejamento, ter dedicação no projeto, se adequar ao máximo aos pilares da empregabilidade. Atualmente, há uma certa facilidade na decisão de qual profissão seguir, haja vista que existem várias ferramentas de pesquisa que auxiliam em tal decisão

1.0 Diferença Entre Emprego e Carreira

https://i0.wp.com/avodario.org/v3/wp-content/uploads/2014/11/sucesso-na-carreira.jpgAo se falar sobre carreira, faz-se necessário diferenciá-la de emprego. Apesar de parecerem sinônimos, são atividades distintas.

Emprego é uma atividade profissional que gera recursos financeiros a cada período de tempo. Carreira é um conjunto de decisões que o empregado toma ao longo de sua vida profissional, isto é, o emprego trata de atividades presentes, e carreira se contrasta por ser uma série de ações tomadas com vistas no futuro.

O emprego depende, prioritariamente, das decisões da empresa e carreira se forma através das decisões pessoais. Tem-se que emprego é uma situação temporária, subordinada à obediência das ordens da instituição que se trabalha; a carreira só é amadurecida ao passo que as decisões e ações são de cunho à ascensão pessoal, ou seja, a carreira é uma preparação contínua para o próximo emprego.

https://i1.wp.com/www.kdemy.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Empregabilidade.pngCarreira concatena à ideia de empregabilidade – capacidade de adequação do profissional às novas tendências do mercado. Também trata sobre a capacidade de o empregado trabalhador passar imune ou, ao menos, possuir ferramentas necessárias a solucionar os problemas e os riscos que venham surgir frente à carreira ou inerentes ao mercado de trabalho.

1.1 Empregabilidade

Empregabilidade é um termo que foi criado na década de 90 por José Augusto Minarelli, e estabelece 6 pilares que garantem a segurança profissional do indivíduo:

1 – Adequação da profissão à vocação – o profissional que trabalha com o que gosta;

2 – Competências – preparo técnico e habilidades;

3 – Idoneidade – trata os parâmetros éticos e responsabilidades individuais;

4 – Saúde física e mental – corpo e mente saudáveis faz a pessoa desenvolver melhor suas atividades;

5 – Reserva financeira e fontes alternativas de aquisição de renda – defesa à possibilidades de necessidade de recursos financeiros;

6 – Relacionamentos – também chamado de networking, onde, através dessa rede que surgem muitas oportunidades profissionais.

2.0 Planejamento da Carreira

A carreira não é formada em um curto período de tempo, é um processo longo e, portanto, deve-se haver um prévio planejamento, definição de metas, compromissos, enfim, com tantas premissas, gerir a carreira, por não se tratar de uma tarefa fácil, o planejamento é essencial.

2.1 Planejamento

Planejar a vida estrategicamente não envolve somente a criação de estratégias para a realização de metas específicas. A simples aplicação de técnicas isoladas, desvinculadas de um processo de autoconhecimento, ou com um fim específico, tem se demonstrado ineficaz. As mais recentes pesquisas na área de comportamento humano concluíram que o processo de desenvolvimento não ocorre isoladamente, mesmo de uma habilidade específica. É estar atento ao todo, para que a pequena parte em questão se desenvolva adequadamente. O simples fato de se estar mudando uma pequena parte em si mesmo já afeta o todo de alguma forma. É o equilíbrio natural da vida, se dermos atenção demais a uma determinada parte em detrimento das outras, o desequilíbrio se fará notar em algum ponto. (CHRISTY, 2002, p.20.).

Planejamento é o ato de definir metas para se alcançar um objetivo, projetar um trabalho. Segundo Chiavenato (2003), o ato de planejar se dá em seis passos:

· 1 – Definir os objetivos;

· 2 – Verificar qual é a situação atual em relação aos objetivos;

· 3 – Desenvolver premissas relativas às condições;

· 4 – Analisar as alternativas de ação;

· 5 – Escolher a melhor entre as várias alternativas;

· 6 – Implementar o plano e avaliar os resultados.

Esses seis passos podem ser compactados e traduzidos em uma ferramenta com 4 passos: Plan, Do, Control, Action, o conhecido ciclo PDCA, porém, Chiavenato é mais detalhista ao definir o processo de planejamento.

2.2 Ciclo PDCA

O ciclo PDCA traduz-se da seguinte forma:

· P- plan – planejamento, definição de metas e formas de para alcançá-las;

· D – do – fazer, é a execução dos planos;

· C – control – controle, análise das metas já executadas;

· A – action – ação, ou atuação sobre os resultados alcançados.

2.3 Montagem de um Projeto

Como, para se obter sucesso em qualquer coisa que se faça, e, carreira não se constrói sem prévio planejamento, é necessário que, a princípio, a pessoa saiba adequar seu talento, aptidão e sua profissão seja uma em que o profissional se sente bem. Sem esses requisitos é impossível construir uma carreira sólida.

De certa maneira, as premissas citadas no parágrafo anterior pode acontecer naturalmente se o trabalhador não pensar apenas na remuneração percebida por cada trabalho que realizar.

https://i0.wp.com/aaapucrio.com.br/wp-content/uploads/Untitled-114.jpgPreparo para continuar ou evoluir em um cargo é fundamental, para tanto, o estudo deve ser praticamente contínuo, e, o conhecimento não é adquirido apenas com cursos, as experiências práticas contam muito, em alguns casos pesam mais que uma certificação ou um diploma. Com vistas em adquirir maiores recursos para evoluir em uma empresa, ou mesmo evoluir como profissional e ser reconhecido por isso, mais uma vez deve-se frisar a importância de se planejar como, quando, onde e por que realizar tal “especialização”. E, conciliar trabalho e estudo nem sempre é tarefa fácil, e sendo essencial para a profissão, um planejamento bem feito se torna um dever sem o qual corre-se o risco de perder tempo e recursos.

Em resumo, definido onde se quer chegar, o planejamento pode ser feito respondendo os seguintes questionamentos:

· – O que? (O que se quer fazer, definição do objetivo);

· – Por quê? (Essa pergunta traz a resposta que define se realmente é necessário passar por todas as etapas para se chegar ao objetivo, é como se fosse uma validação do objetivo);

· – Como? (Como fazer, definição e análise dos recursos e presente situação, é a distância entre a presente situação e o objetivo);

· – Quando? (Momento em que se vai começar a realizar as etapas para chegar ao objetivo – também pode ser uma previsão de quanto tempo será gasto para chegar ao objetivo);

· – Quanto? (Saber o quanto será gasto define se o objetivo é palpável, sem essa “previsão”, pode-se gastar mais que o necessário, ou mesmo, haver falta de recursos na execução do projeto limitando o objetivo, ou mesmo o tornando inalcançável);

· – Quais recursos? (Essa pergunta serve como complemento da pergunta anterior, através da qual se é definido os recursos que se tem e o que vai ser necessário adquirir para a execução do projeto).

2.4 Elementos de um Projeto

Não basta apenas ter um bom planejamento ou um projeto bem elaborado e estruturado para se alcançar a meta. É preciso seguir alguns elementos para se chegar à eficácia (White, 2008):

· – Projeto documentado – um planejamento que está documentado (em papel) passa a ter maior valor e o executor passa a dar maior relevância ao projeto.

· – Dedicação – no projeto que se há dedicação tende a ser completado com sucesso;

· – Assertividade – análise do projeto, se foram incluídos premissas realmente relevantes e essenciais para a execução de cada meta – são medidas de assertividade que evitam a realização de metas errôneas;

· – Prazos – a existência de prazos torna o projeto com tempo certo para a execução de cada meta, de certa maneira, faz com que o executor se torne mais dedicado, e, a cada prazo cumprido, o projeto tem a visualização de mais próximo de se alcançar o objetivo;

· – Organização – atividades realizadas com organização tornam-se mais fáceis de serem executadas;

· – Obstáculos – a previsão de obstáculos nem sempre é tarefa fácil, mas, é de suma importância, pois, na execução de projetos, algumas coisas inesperadas podem acontecer, e, se há uma reserva de recursos para driblar tais empecilhos, o projeto tem maior probabilidade de ser encerrado com eficácia;

· – Recursos – como já frisado anteriormente, os recursos são os pilares da execução de um projeto;

· – Avaliação – a cada passo dado ou alcançado, pode-se realizar uma avaliação para saber se o projeto está sendo encaminhado para o caminho certo, e, nesta etapa, visualiza-se quais são as medidas ou etapas que devem ser substituídas ou mantidas (medidas de assertividade);

3.0 Ferramentas de Pesquisa

Como primeiro passo para a definição de que profissão seguir, existem várias ferramentas de pesquisa. Antes de ser abordada tais ferramentas, cabe-se a citação das fases da carreira para que haja a interação desses meios de pesquisa.

A carreira, segundo alguns estudiosos, passa por fases como um ser vivo: nasce, cresce, amadurece e se perpetua (Farias, 2005).
https://i1.wp.com/www.saojose.br/feira/2013/wp-content/uploads/2013/09/palestra_Profiss_empresas_buscam1-410x183.jpgO nascimento da carreira se inicia com muita informação, formação e conhecimentos úteis relativos à vida profissional. Passa-se para a fase seguinte se haver alimentação e dedicação tanto no ambiente profissional quanto na vida pessoal, onde se deve atentar que na vida pessoal, a pessoa deve manter hábitos saudáveis e lembrar que mesmo longe do ambiente de trabalho a profissão ou emprego está sendo “avaliado”, ou seja, as atitudes em ambiente divergente ao do trabalho influenciam no emprego, o qual há chefes que não querem manter na empresa pessoas que não possuem boa índole.

A fase onde há o crescimento da carreira é o aperfeiçoamento da profissão, onde não se deve deixar de gerar conhecimento à cerca da profissão e a capacidade e a competência é analisada praticamente o tempo integral.

Na fase do amadurecimento, o profissional já é reconhecido por suas competências e o cuidado maior que se deve ter são com os hábitos pessoais, onde se deve levar uma vida saudável a sério.

A perpetuação da carreira é quando o profissional passa adiante os conhecimentos adquiridos durante a carreira.

Ao fim da citação das fases da carreira, cabe a indicação das ferramentas de pesquisa para as profissões, onde, a carreira e a fase em que se encontra influencia na escolha do local de trabalho. Geralmente, ao iniciar a carreira, o profissional é escolhido pela empresa, e, nas fases seguintes, pode escolher se aceita ou não a empresa em que vai trabalhar.

Na internet existem sítios que mostram pesquisas sobre as carreiras. Recentemente foi realizada uma pesquisa informando as melhores e piores profissões para o ano de 2013, onde o site careercast.com, com a matéria “Jobs Rated 2013: Ranking 200 Jobs From Best To Worst” indica 200 profissões e enumera as melhores profissões.

Fonte: http://www.careercast.com/jobs-rated/best-worst-jobs-2013 – Acesso em 26/04/2013

Ainda, a Fundação Getúlio Vargas, junto com dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística desenvolveu vários índices que auxiliam na análise da situação atual do profissional.

O Índice-Você “mensura o potencial de crescimento de um profissional, analisando-o a partir dos dados coletados pela PNAD, a pesquisa do IBGE que melhor retrata a realidade sócioeconômica brasileira.

A metodologia do índice utiliza uma amostra segmentada que considera as características das populações entre 25 e 45 anos, que possuam Internet residencial e, pelo menos, a graduação completa, normalizando seus resultados entre 0 e 1.000 pontos.”

Fonte: (http://www.cps.fgv.br/ibrecps/IV/indice/index.asp) – Acesso em 26/04/2013

O Índice Você na Universidade também é uma ferramenta que aponta à pessoa (através dos microdados obtidos pelo IBGE em 2010) a situação de uma pessoa formada – o índice mostra várias formações – com relação ao salário médio, jornada de trabalho semanal, taxa de ocupação e cobertura previdenciária.

Fonte: (http://www.cps.fgv.br/cps/bd/educ/simula/) – Acesso em 26/04/2013

Além dessas ferramentas é possível encontrar outras maneiras de obter dados sobre profissões ou empresas para se consolidar como trabalhador. A revista Exame e a Você/SA, além de outros periódicos, publicam anualmente através do Índice de Felicidade no Trabalho (que aponta a felicidade no ambiente de trabalho dos empregados) as melhores empresas para se trabalhar.

Eis algumas ferramentas úteis, e de fácil acesso para se tomar a difícil decisão de qual profissão seguir (sem olvidar a competência e aptidão pessoal), e onde se pode consolidar a carreira. Além dessas ferramentas, a pesquisa pessoal sobre a empresa que se pretende entrar através de questionamentos aos próprios funcionários é de suma importância, pois assim se tem uma real visão do ambiente de trabalho, onde se obtém a informação de perspectiva de crescimento profissional dentro daquela empresa.

4.0 Perfil Profissional Atual

https://i1.wp.com/image.slidesharecdn.com/empregabilidade-140103202404-phpapp01/95/empregabilidade-4-638.jpgAntigamente, havia uma abundância de empregos. Analisando a Revolução Industrial, onde os trabalhadores foram substituídos por máquinas, pode-se dizer que desde então o emprego se tornou mais difícil de se conseguir. E o presente é marcado não somente pela utilização de máquinas industriais que precisavam de operadores que nem precisavam muito de conhecimento, mas, nessa era tecnológica, a operação exige um conhecimento mais elevado, o que faz o descarte de um número considerável de pessoas. Gente que não busca aperfeiçoamento.

Apesar de políticas públicas serem adotadas para a maximização da oferta de emprego, a demanda não satisfaz plenamente a procura. E, por haver a possibilidade dos trabalhos humanos serem desenvolvidos “pelas” tecnologias, o cenário atual exige que a pessoa tenha preparo e informação, dedicação constante perante o conhecimento de novas tecnologias que chegam diariamente em grande número ao mercado.

O profissional que quer construir a carreira deve se atentar às tantas novidades que compõem a atualidade. E, também, não basta ter (apenas) conhecimentos sobre a área da carreira escolhida. Como hoje em dia o mundo está todo conectado, e o mercado profissional está interligando toda e qualquer profissão, estar atualizado é requisito fundamental para uma melhor gestão da carreira.

O mundo está globalizado, fazer parte dessa globalização não torna o mantimento da carreira algo simples, mas, através de empenho, organização e planejamento, é possível se tornar um profissional renomado.

A cada período que se passa, surge muitas profissões, formações, enfim, uma profissão que hoje pode estar em falta, em um futuro não tão distante, pode estar contando com profissionais em excesso.

A Revista Exame, em dezembro de 2012, lista 30 profissões que estão em alta no mercado de trabalho para o ano de 2013, dentre as quais, as engenharias e profissões especialistas em combustíveis se fazem as melhores para trabalhar no Brasil.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/30-profissoes-em-alta-em-2013) – Acesso em 26/04/2013

Segundo uma reportagem do sítio administradores.com, houve uma pesquisa feita pelo Grupo Catho, onde se expõe:

Uma pequena amostra das exigências atuais de avaliação no exame de seleção profissional é o resultado de uma das pesquisas feitas pelo Grupo Catho, com 13.600 profissionais disponíveis no mercado de trabalho. O levantamento mostrou que 30,10% dos trabalhadores brasileiros foram demitidos por não apresentarem os resultados desejados pela empresa.

Uma das pesquisas do Grupo Catho verificou que grande parte das demissões acontece por falta de visão sistêmica, ou seja, o profissional não apresenta a capacidade de olhar o departamento que administra como parte de um grande negócio chamado empresa, e a habilidade de saber lidar com todos os demais departamentos. Isso significa que as empresas estão cada vez mais exigentes na seleção dos empregados.

Em alguns casos, a pesquisa mostra que os profissionais não sabem expor suas idéias [sic] ou não apresentam iniciativa de fazer o que precisa ser feito, alguns outros não demonstram comprometimento e outros ainda não têm maturidade. Hoje em dia, o nível de exigência das organizações é muito alto. Nas multinacionais, por exemplo, um supervisor tem que ser formado em engenharia, ter treinamento na área de qualidade, noções de ISO 9000 e, para completar, possuir MBA (Máster of Business in Administration).

Fonte: (http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/gestao-carreira-profissional-ideal-para-o-mercado-atual/10862/) Acesso em: 26/04/2013

Por fim, é cabível ressaltar que o profissional atual deve se atualizar, dedicar-se a obter conhecimentos relevantes à profissão, saber planejar e gerir a carreira a cada momento.


OS TIPOS DE CONHECIMENTO HUMANO

 

Conhecimento consiste em uma crença verdadeira e justificada (Platão, 428ac a 347ac) – A forma de buscar as realidades vem do conhecimento, não das coisas, mas do além das coisas. Esta busca racional é contemplativa, isto significa buscar a verdade no interior do próprio homem.

“Conhecimento é a relação que se estabelece entre sujeito que conhece ou deseja conhecer e o objeto a ser conhecido ou que se dá a conhecer.”  Segundo Cortella (1999), o conhecimento é a relação na qual intervêm o sujeito e o objeto, não estando a verdade nem no sujeito, nem no objeto, mas precisamente na interação entre eles.

Por que conhecer?

O ser humano conhece basicamente movido por duas necessidades intrínsecas: sobrevivência e evolução.

Como conhecer?

O ser humano, assim como todo ser vivente, conhece o mundo ao seu redor através dos sentidos. Constata-se assim que, o conhecimento em sua manifestação mais elementar, é produto da percepção sensorial. Contudo, o ser humano vai além disto, pois produz conhecimento através do raciocínio. Cervo e Bervian (2004) explicam esta diferença entre conhecimento sensível e conhecimento intelectual. O conhecimento sensível corresponde à apropriação física, “por exemplo, a representação de uma onda luminosa, de um som, o que acarreta uma modificação de um órgão corporal do sujeito cognoscente”. Observam que “tal tipo de conhecimento é encontrado tanto em animais como no homem.”. Já o conhecimento intelectual ou racional corresponde a uma representação não sensível, “o que ocorre com realidades tais como conceitos, verdades, princípios e leis”.

No processo de apreensão da realidade do objeto, o sujeito cognoscente pode penetrar em todas as esferas do conhecimento: ao estudar o homem, por exemplo, pode-se tirar uma série de conclusões sobre a sua atuação na sociedade, baseada no senso comum ou na experiência cotidiana; pode-se analisá-lo como um ser biológico, verificando através de investigação experimental, as relações existentes entre determinados órgãos e suas funções; pode-se questioná-lo quanto à sua origem e destino, assim como quanto à sua liberdade; finalmente, pode-se observá-lo como ser criado pela divindade, à sua imagem e semelhança, e meditar sobre o que dele dizem os textos sagrados.

Apesar da separação metodológica entre os tipos de conhecimento popular, filosófico, religioso e científico, estas formas de conhecimento podem coexistir na mesma pessoa: um cientista, voltado, por exemplo, ao estudo da física, pode ser crente praticante de determinada religião, estar filiado a um sistema filosófico e, em muitos aspectos de sua vida cotidiana, agir segundo conhecimentos provenientes do senso comum.

Para melhor entender cada um desses tipos de conhecimento, vamos inicialmente traçar um paralelo entre o conhecimento científico e o conhecimento popular, para depois sinteticamente identificar o que caracteriza cada um deles.

O conhecimento científico e outros tipos de conhecimento

Ao se falar em conhecimento científico, o primeiro passo consiste em diferenciá-lo de outros tipos de conhecimentos existentes. Para tal, analisemos uma situação muito presente no nosso cotidiano.

O parto no âmbito popular (parteira)  e  o  parto no âmbito da ciência da medicina (maternidade).

Tipos de conhecimentos que se encontram mesclados neste exemplo:

       – Empírico, popular, vulgar:  transmitido de geração em geração por meio da educação informal e baseado na imitação e na experiência pessoal.

       – Científico:   conhecimento obtido de modo racional, conduzido por meio de procedimentos científicos. Visa explicar “por que” e “como” os fenômenos ocorrem.

Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico

O conhecimento vulgar ou popular, também chamado de senso comum, não se distingue do conhecimento científico nem pela veracidade, nem pela natureza do objeto conhecido. O que diferencia é a FORMA, O MODO OU O MÉTODO E OS INSTRUMENTOS DO CONHECER.

Aspectos a considerar:

A ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade.

Um objeto ou um fenômeno pode ser matéria de observação tanto para o cientista quanto para o homem comum. O que leva um ao conhecimento científico e outro ao vulgar ou popular é a forma de observação.

Tanto o “bom senso”, quanto a “ciência” almejam ser racionais e objetivos.

 

Características do Conhecimento Popular

Se o “bom senso”, apesar de sua aspiração à racionalidade e objetivo, só consegue atingir essa condição de forma muito limitada, pode-se dizer que o conhecimento vulgar, popular, é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquire no trato direto com as coisas e os seres humanos.

“É o saber que preenche a nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado ou estudado, sem a aplicação de um método e sem se haver refletido sobre algo”. (Babini, 1957:21).

Verificamos que o conhecimento científico diferencia-se do popular muito mais no que se refere ao seu contexto metodológico do que propriamente ao seu conteúdo. Essa diferença ocorre também em relação aos conhecimentos filosófico e religioso (ou teológico).

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CONHECIMENTO POPULAR

Superficial – conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas.

Sensitivo – referente a vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária.

Subjetivo – é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos.

Assistemático – a organização da experiência não visa a uma sistematização das idéias, nem da forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las.

Acrítico – verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se manifesta sempre de uma forma crítica.

Exemplo:     A chave está emperrando na fechadura e, de tanto experimentarmos abrir a porta, acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho de girar a chave sem emperrar.

 

CONHECIMENTO FILOSÓFICO

É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência.   A filosofia encontra-se sempre à procura do que é mais geral, interessando-se pela formulação de uma concepção unificada e unificante do universo. Para tanto, procura responder às grandes indagações do espírito humano, buscando até leis mais universais que englobem e harmonizem as conclusões da ciência.

Exemplo:     “O homem é a ponte entre o animal e o além-homem” (Friedrich Nietzsche, 1844-1900)

Valorativo – seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas à observação. As hipóteses filosóficas baseiam-se na experiência e não na experimentação.

Não verificável – os enunciados das hipóteses filosóficas não podem ser confirmados nem refutados.

Racional – consiste num conjunto de enunciados logicamente correlacionados.

Sistemático – suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade.

Infalível e exato – suas hipóteses e postulados não são submetidos ao decisivo teste da observação, experimentação.

 

CONHECIMENTO RELIGIOSO OU TEOLÓGICO

Apoia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas, valorativas, por terem sido reveladas pelo sobrenatural, inspiracional e, por esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis, indiscutíveis e exatas. É um conhecimento sistemático do mundo (origem, significado, finalidade e destino) como obra de um criador divino. Suas evidências não são verificadas. Está sempre implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado. O conhecimento religioso ou teológico parte do princípio de que as verdades tratadas são infalíveis e indiscutíveis, por consistirem em revelações da divindade, do sobrenatural.

 

CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Real, factual – lida com ocorrências, fatos, isto é, toda forma de existência que se manifesta de algum modo.

Contingente – suas proposições ou hipóteses têm a sua veracidade ou falsidade conhecida através da experimentação e não pela razão, como ocorre no conhecimento filosófico.

Sistemático – saber ordenado logicamente, formando um sistema de idéias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos.

Verificável – as hipóteses que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência.

Falível – em virtude de não ser definitivo, absoluto ou final.

Aproximadamente exato – novas proposições e o desenvolvimento de novas técnicas podem reformular o acervo de teoria existente.

 

 

MÉTODOS CIENTÍFICOS

Todas as ciências caracterizam-se pela utilização de métodos científicos; em contrapartida, nem todos os ramos de estudo que empregam estes métodos são ciências. Dessas afirmações podemos concluir que a utilização de métodos científicos não é da alçada exclusiva da ciência, mas não há ciência sem o emprego de métodos científicos.

 

Conceitos de método

“Caminho pelo qual se chega a determinado resultado, ainda que esse caminho não tenha sido fixado de antemão de modo refletido e deliberado”. (Hegenberg, 1976:II-115).

“Forma de selecionar técnicas e avaliar alternativas para ação científica”. (Ackoff In: Hegenberg, 1976:II-116).

“Forma ordenada de proceder ao longo de um caminho”. (Trujillo, 1974:24).

“Ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado”. (Jolivet, 1979:71).

“Conjuntos de processos que o espírito humano deve empregar na investigação e demonstração da verdade”. (Cervo e Bervian, 2004:23).

“Caracteriza-se por ajudar a compreender, no sentido mais amplo, não os resultados da investigação científica, mas o próprio processo de investigação”. (Kaplan In: Grawitz, 1975:I-18).

 

Desenvolvimento histórico do método

A preocupação em descobrir e, portanto, explicar a natureza vem desde os primórdios da humanidade, quando as duas principais questões referiam-se às forças da natureza, a cuja mercê vivia os homens, e à morte. O conhecimento mítico voltou-se à explicação desses fenômenos, atribuindo-os a entidades de caráter sobrenatural. A verdade era impregnada de noções supra-humanas e a explicação fundamentava-se em motivações humanas, atribuídas a “forças” e potências sobrenaturais.

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À medida que o conhecimento religioso se voltou, também, para a explicação dos fenômenos da natureza e do caráter transcendental da morte, como fundamento de suas concepções, a verdade revestiu-se do caráter dogmático, baseada em revelações da divindade. É a tentativa de explicar os acontecimentos através de causas primeiras, os deuses, sendo o acesso dos homens ao conhecimento derivado da inspiração divina. O caráter sagrado das leis, da verdade, do conhecimento, como explicações sobre o homem e o universo, determina uma aceitação sem crítica dos mesmos, deslocando o foco das atenções para a explicação da natureza da divindade.

O conhecimento filosófico, por sua vez, parte para a investigação racional na tentativa de captar a essência imutável do real, através da compreensão da forma e das leis da natureza.

O senso comum, aliado à explicação religiosa e ao conhecimento filosófico, orientou as preocupações do homem com o universo.

Somente no século XVI é que se iniciou uma linha de pensamento que propunha encontrar um conhecimento embasado em maiores garantias, na procura do real. Não se buscam mais as causas absolutas ou a natureza íntima das coisas; ao contrário, procuram-se compreender as relações entre elas, assim como a explicação dos acontecimentos, através da observação científica, aliada ao raciocínio.        Da mesma forma que o conhecimento se desenvolveu, o método (a sistematização de atividades) também sofreu transformações.

O pioneiro a tratar do assunto, no âmbito do conhecimento científico, foi Galileu Galilei¹ (1564-1642), primeiro teórico do método experimental. Discordando dos seguidores do filósofo Aristóteles, (384ac – 322ac) considera que o conhecimento da essência íntima das substâncias individuais deve ser substituído, como objetivo das investigações, pelo conhecimento das leis que presidem os fenômenos. As ciências, para Galileu, não têm, como principal foco de preocupações, a qualidade, mas as relações quantitativas. Seu método pode ser descrito como indução experimental, chegando-se a uma lei geral através da observação de certo número de casos particulares. Os principais passos de seu método podem ser assim expostos: observação dos fenômenos; análise dos elementos constitutivos desses fenômenos, com a finalidade de estabelecer relações quantitativas entre eles; indução de certo número de hipóteses; verificação das hipóteses aventadas por intermédio de experiências; generalização do resultado das experiências para casos similares; confirmação das hipóteses, obtendo-se, a partir delas, leis gerais. Galileu Galilei parte do pressuposto de que o conhecimento científico é o único caminho seguro para a verdade dos fatos.

Ao lado de Galileu e Francis Bacon, no mesmo século, surge   René Descartes² (1596 -1650).   Com  sua obra,  Discurso do Método, afasta-se dos processos indutivos, originando o método dedutivo. Para ele, chega-se à certeza através da razão, princípio absoluto do conhecimento humano. Postula, então, quatro regras: evidência, que diz para não acolher jamais como verdadeira uma coisa que não se reconheça evidentemente como tal, isto é, evitar a precipitação e o preconceito e não incluir juízos, senão aquilo que se apresenta com tal clareza ao espírito que torne impossível a dúvida; análise, que consiste em dividir cada uma das dificuldades em tantas partes quantas necessárias para melhor resolvê-las, ou seja, o processo que permite a decomposição do todo em suas partes constitutivas, indo sempre do mais para o menos complexo; síntese, entendida como o processo que leva à reconstituição do todo, previamente decomposto pela análise, consistindo em conduzir ordenadamente os pensamentos, principiando com os objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir, em seguida, pouco a pouco, até o conhecimento dos objetos que não se disponham, de forma natural, em seqüências de complexidade crescente; enumeração, que consiste em realizar enumerações tão cuidadosas e revisões tão gerais que se possa ter certeza de nada haver omitido.

Com o passar do tempo, outras visões foram sendo incorporadas aos métodos existentes, fazendo com que surgissem também outros métodos, como veremos adiante.   Antes, porém, cabe apresentar o conceito de método moderno, independente do tipo.

 

Para tal, será considerado que o método científico é a ” teoria da investigação “ e que esta alcança seus objetivos, de forma científica,

 quando cumpre ou se propõe a cumprir as seguintes etapas:

Descobrimento do problema – ou lacuna, num conjunto de acontecimentos. Se o problema não estiver enunciado com clareza, passa-se à etapa seguinte; se estiver, passa-se à subseqüente;

Colocação precisa do problema – ou ainda, a recolocação de um velho problema à luz de novos conhecimentos (empíricos ou teóricos, substantivos ou metodológicos);

Procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema – ou seja, exame do conhecido para tentar resolver o problema;

Tentativa de solução do problema com auxílio dos meios identificados – se a tentativa resultar inútil, passa-se para a etapa seguinte, em caso contrário, à subseqüente;

Invenção de novas idéias – hipóteses, teorias ou técnicas ou produção de novos dados empíricos que prometam resolver o problema;

Obtenção de uma solução – exata ou aproximada do problema, com o auxílio do instrumental conceitual ou empírico disponível;

Investigação das conseqüências da solução obtida – em se tratando de uma teoria, é a busca de prognósticos que possam ser feitos com seu auxílio. Em se tratando de novos dados, é o exame das conseqüências que possam ter para as teorias relevantes;

Prova ou comprovação da solução – confronto da solução com a totalidade das teorias e da informação empírica pertinente. Se o resultado é satisfatório, a pesquisa é dada como concluída, até novo aviso. Do contrário, passa-se para a etapa seguinte;

Correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou dados empregados na obtenção da solução incorreta – esse é, naturalmente, o começo de um novo ciclo de investigação.

 

 

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Métodos específicos das Ciências Sociais

A maioria dos autores faz distinção entre “método” e “métodos”, porém, se de um lado a diferença ainda não ficou clara, de outro, continua-se utilizando o termo “método” para tudo.  Para  fazer uma distinção entre os dois termos, chamaremos de métodos de abordagem quando se tratar de uma abordagem mais ampla, em um nível de abstração mais elevado, dos fenômenos da natureza e da sociedade.

Assim, teríamos, em primeiro lugar, os métodos de abordagem assim discriminados:

Método Indutivo – cuja aproximação dos fenômenos caminha geralmente para planos cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às leis e teorias (conexão ascendente);

Método Dedutivo – que, partindo das teorias e leis, na maioria das vezes previa a ocorrência dos fenômenos particulares (conexão descendente);

Método Hipotético-Dedutivo – que se inicia por uma percepção de uma lacuna nos conhecimentos, acerca da qual formula hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese.

Método Dialético – que penetra o mundo dos fenômenos, através de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno e da mudança dialética que ocorre na natureza e na sociedade.

Por sua vez, os métodos de procedimentos seriam etapas mais concretas da investigação, com finalidade menos abstrata e mais restrita em termos de explicação geral dos fenômenos. Dir-se-ia até serem técnicas que, pelo uso mais abrangente, se transformaram em métodos. Pressupõem uma atitude concreta em relação ao fenômeno e estão limitados a um domínio particular. São os que veremos a seguir, na área restrita das ciências sociais, em que geralmente são utilizados vários, concomitantemente.

Método Histórico – consiste em investigar acontecimentos, processos e instituições do passado para verificar a sua influência na sociedade de hoje. Para melhor compreender o papel que atualmente desempenham na sociedade, remonta aos períodos de sua formação e de suas modificações;

Método Comparativo – é utilizado tanto para comparações de grupos no presente, no passado, ou entre os atuais e os do passado, quanto entre sociedades de iguais ou de diferentes estágios de desenvolvimento;

Método Monográfico – consiste no estudo de determinados indivíduos, profissões, instituições, condições, grupos ou comunidades, com a finalidade de obter generalizações;

Método Estatístico – significa a redução de fenômenos sociológicos, políticos, econômicos etc., em termos quantitativos. A manipulação estatística permite comprovar as relações dos fenômenos entre si, e obter generalizações sobre sua natureza, ocorrência ou significado;

Método Tipológico – apresenta certas semelhanças com o método comparativo. Ao comparar fenômenos sociais complexos, o pesquisador cria tipos ou modelos ideais (que não existam de fato na sociedade), construídos a partir da análise de aspectos essenciais do fenômeno;

Método Funcionalista –  é a rigor mais um método de interpretação do que de investigação. Estuda a sociedade do ponto de vista da função de suas unidades, isto é, como um sistema organizado de atividades;

Método Estruturalista – o método parte da investigação de um fenômeno concreto, eleva-se, a seguir, ao nível abstrato, por intermédio da construção de um modelo que represente o objeto de estudo, retomando por fim ao concreto, dessa vez como uma realidade estruturada e relacionada com a experiência do sujeito social.

 

 

 

 

Bibliografia complementar:

 

CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004.

 

LAKATOS, Eva M.; MARCONI, Marina A.. Metodologia Científica. 6. ed. – 4. reimpr. São Paulo: Atlas, 2007.

¹Galileu Galilei (1564-1642). Físico, matemático e astrônomo Italiano; descobriu a lei dos corpos e os quatro satélites de Júpiter; aperfeiçoou o telescópio de Zacharias Janssen; visão heliocêntrica: o sol como centro do universo; fez a balança hidrostática – que deu origem ao relógio de pêndulo. Pioneiro da matemática aplicada, da física e da astronomia e do Renascimento Científico.

²René Descartes (1596 -1650). Filósofo, físico e matemático francês. Descartes institui a dúvida: só se pode dizer que existe aquilo que possa ser provado; Os seus trabalhos permitiram o desenvolvimento de áreas científicas como a geometria analítica, o cálculo e a cartografia. Criou o plano cartesiano: dois eixos perpendiculares entre si (eixo dos x; eixo dos y).


Os 4 tipos de empresas presentes no e-commerce e suas tendências

Consultoria2

Pensando amplamente em modelos de venda, podemos dizer que há 4 tipos de empresas de comércio eletrônico, lembrando que uma mesma empresa, em muitos casos pode atuar em mais de um destes tipos.

1) B2B (Negócio‐a‐Negócio), ou seja, a venda entre organizações (Empresas).
Exemplos: Balão da informática, Staples e até mesmo empresas como a Dell que atua fortemente no mercado B2C (Negocio-a-consumidor), mas também tem um foco para empresas.

2) B2C (Negócio‐a‐Consumidor), ou seja, a venda entre organizações e consumidores.
Exemplos: Corello, Gallerist, ShoeBiz, Schutz, entre outros milhares. Podemos incluir aqui também sites de compras coletivas como o Grupon, Peixe Urbano e etc.

3) Intra‐organizacional, ou seja, a venda no ambiente interno das organizações.
Exemplos:
Electrolux (Funcionários e amigos), com a venda de seus produtos com desconto para funcionários em um e-commerce exclusivo.
Liberty Seguros (Affinity) com a venda de seguros com vantagens para os funcionários, também com uma Loja virtual exclusiva.

4) C2C (Consumidor‐a‐Consumidor), ou seja, a venda entre consumidores através de um canal disponibilizado por uma ou mais empresas.
Para este modelo temos dois subtipos de negócio, o Generalista, por exemplo, o Mercado Livre que vende qualquer tipo de produto, e o de nicho, com empresas como a Enjoei que vende especificamente roupas usadas.

Por: Gabriel Lima (eNext)

Dentro destes 4 modelos de empresas é possível aplicar diversos modelos de comércio eletrônico, tais como os que seguem abaixo.

Empresas de Comércio Eletrônico vencedoras serão aquelas que puderem mudar a forma pela qual os consumidores pensam e a maneira pela qual eles fazem negócios.

‐ Ecommerce orientado para aplicações sociais
‐ Mobile Commerce
‐ Cross‐Channel ou Multi Canal
‐ Compras Coletivas
‐ E-commerce de Nicho, ou lojas virtuais especializadas
‐ Microtransações ou Serviços
‐ Marketplaces

Tendências:

Não importa o tipo de sua empresa, mas já se sabe que hoje uma das maiores tendências do mercado é voltada para automação de todos os processos de trabalho, através da tecnologia e a capacitação de todos os funcionários, para uma melhor coordenação e gerenciamento dos fluxos, sempre visando entregar ao cliente produtos com algum diferencial, criando um valor agregado maior e com exclusividade.

Um dos impactos mais importantes do comércio eletrônico no mercado como um geral, é a mudança na estruturada indústria, tais como nos exemplos citados abaixo:

1) Redução de intermediários (Ex: Fim das agências de turismo)
Criação de Novos Modelos de Negócios (Ex: Expedia, Booking, etc.)

2) Vendas Diretas (Ex: Brastemp, Schutz, etc.)
Fabricas e marcas vendendo diretamente ao consumidor final, sem a necessidade de Varejistas.

3) Serviços Online (Ex: Netmovies, Neolix, etc.)
Aluguel de vídeos online, fim das locadoras de vídeos


Entendendo os diferentes tipos de e-Commerce: B2C, B2B, B2G, B2E, B2B2C, C2C

Quando falamos em e-Commerce, existem diversos tipos de negócios que podem ser feitos on-line entre diversos tipos de públicos. Genericamente falando, e-Commerce são transações digitais de compra e venda, normalmente via Internet, seja de produtos ou serviços.
E de acordo com o formato ou quem são os participantes, novas siglas apareceram.
Veja a abaixo as principais siglas do e-Commerce e o que cada uma significa:

B2C (Business to Consumer): Este é o tipo mais comum, é a venda varejo. A venda que uma loja faz diretamente ao cliente final. Quando um cliente entra num site e compra seu tênis, se livro, sua geladeira ou mesmo seu ingresso de cinema a transação é classificada como venda de varejo ou B2C.

B2B (Business to Business): Este é o oposto do B2C. Enquanto no B2C é uma empresa vendendo para um cliente final, aqui estamos falando de negócios entre empresas. Um distribuidor pode comprar seus produtos de um fabricante ou importador, uma loja pode repor seu estoque deste distribuidor ou diretamente da indústria que fabrica o produto.
Qual a grande diferença? É que entre empresas, existem muito mais detalhes como níveis de desconto pelo porte das compras, vendas faturadas com limites de crédito, impostos diferentes dependendo do estado ou tipo de empresa, etc.

B2E (Business to Employee): Este é uma variação do B2C. É quando uma empresa faz a venda para seus próprios funcionários. Que normalmente tem acesso a preços diferenciados do varejo tradicional, normalmente tem limites de compra e em alguns casos podem fazer desconto em folha.

B2G (Business to Government): Este modelo é quando uma empresa vende para o Governo. Poderia ser considerada uma venda B2B, porém existem diversas regulamentações e regras que devem ser respeitadas por imposições de lei.

B2B2C (Business to Business to Consumer): Quando uma empresa faz negócios com outro visando uma venda para o cliente final. Por exemplo, uma loja de informática pode fazer uma venda para seu cliente final utilizando o próprio sistema do distribuidor, que por definição não pode vender para o cliente direto.

C2C (Consumer to Consumer): É quando um site intermedia transações diretamente entre um consumidor e outro. Normalmente sites de leilões como eBay e Mercado Livre caem nesta condição. As pessoas não compram seus produtos do Mercado Livre, elas compram de outras pessoas que anunciam eles lá.


O QUE É FACEBOOK-COMMERCE / COMO FUNCIONA O FACEBOOK-COMMERCE / PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO FACEBOOK-COMMERCE / ETAPAS PARA IMPLANTAR O ECOMMERCE NO FACEBOOK

O Facebook-Commerce é o e-commerce realizado no ambiente do Facebook e é a mais recente tendência na venda pela Internet. Todo comerciante deve ficar atento a essa oportunidade de expandir os negócios na Internet.

COMO FUNCIONA O FACEBOOK-COMMERCE

A idéia principal do Facebook-Commerce é envolver as pessoas com os produtos e com a empresa estimulando a compra e a propagação da informação entre os amigos. A loja virtual no facebook é similar a loja virtual que já conhecemos e embora possua um menor espaço visual e uma quantidade menor de recursos utiliza as principais funções de uma loja como a vitrine de produtos, o carrinho de compras, a seção ajuda, entre outras.

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AS 3 ABORDAGENS DE UTILIZAÇÃO DO FACEBOOK-COMMERCE

Facebook-Commerce como estimulador de vendas. A empresa utiliza o ambiente facebook e seus recursos para espalhar conhecimento sobre o produto e estimular vendas. A plataforma facebook  disponibiliza aplicativos conhecidos como Social Plugins  que facilitam ao usuário divulgar informações sem nenhum esforço. O exemplo mais comum de plugin é o “curtir”. Quando um usuário curte um conteúdo, que pode ser a apresentação de um produto, todos os seus amigos são expostos a esse conteúdo e podem acessá-lo com um simples clique.

Pré-venda no facebook-commerce. A empresa instala na página do facebook uma vitrine com imagens, descrição e preço dos produtos, similar a da loja virtual.  Além de poder divulgar o produto para seus amigos, ao clicar em qualquer link “comprar”, o usuário é direcionado à loja virtual normal, justamente na página daquele produto. A maioria das empresas utiliza essa abordagem.

Venda completa no facebook-commerce. Aqui a empresa tem uma loja completa instalada no Facebook. Isso significa que o usuário pode avaliar, escolher, divulgar, comprar e pagar seus produtos sem sair do ambiente Facebook-Commerce. A tendência é as empresas utilizem cada vez mais essa abordagem, a medida que a plataforma Facebook se aperfeiçoa.

ETAPAS PARA INICIAR ATIVIDADES NO FACEBOOK-COMMERCE

  • Definir com clareza os objetivos e o público-alvo da empresa.  Basta preencher um cadastro com os dados do site e do responsável na página do Facebook-Commerce.
  • Montar uma Página da empresa no Facebook. É na página da empresa que a venda será iniciada e realizada.

  • Atrair e envolver seguidores.. Realizar campanhas para atrair seguidores no Facebook e  envolver os usuários no processo de desenvolvimento de produtos e divulgação da loja e da marca.

  • Realizar Vendas. Em ultima instancia o objetivo é sempre vender ou enviando os clientes para a loja externa ou fechando a venda no próprio ambiente Facebook

    Atrair e envolver seguidores. Realizar campanhas para atrair seguidores no Facebook e  envolver os usuários no processo de desenvolvimento e divulgação da loja e da marca.


ÌWÀ-RERE–O CONCEITO DE BOM CARÁTER


OROGBO

OROGBO

Este é um fruto negro predileto de Egun e Sàngó, por ser um elemento de pura ligação com Ikú (a morte). Isto porque Sàngó é um dos maiores representante de Egun, fato latente no culto Yorubà e ignorado aqui no Brasil, onde dizem que Sàngó tem pavor a Egun isto acontece por falta de conhecerem quem na verdade é Sàngó.
Sàngó é tão quente quanto Egun e o orogbo é o melhor fruto para ser oferecido tanto no culto de egungun resultado da morte no culto a Sàngó associado à Ikú por sua capacidade de destruição através do raio. Os orogbo representam as pedras de raios no culto a Sàngó, já no culto a Egun representa os descendentes raciais ou familiares, por este fato está relacionado à morte.
O orogbo por ser um fruto quente totalmente relacionado Ikú, por isso é ofertado aos ancestrais, por este aspecto, quando um ser vivo parte orogbo e oferece juntamente com mel a seus ancestrais, representa uma comunhão do fisico com o espiritual, ou seja os seres vivos cultuam seus ancestrais partilhando o fruto.
Neste momento a morte é inteiramente representada pelo orogbo principalmente por sua casca negra, entra em harmonia com a vivacidade de Sàngó por ser um Òrìsá oriundo de Ikú (morte), ou seja, ele é um grande Egungun de inteira relação com todos os ancestrais cultuados na terra, onde todos vivem totalmente sob o domínio do grande Rei da terra (Òbàlúwàiyé). Muitos e muitos orogbos devem ser ofertados à Sàngó com mel, o qual è sua fruta predileta de principal relação com Ikú e egun. Fatos desconhecidos por muitos e ignorados por outros… Os principais òrìsás que também recebem oferta de orogbo é Esú, Ìyàmi-Òsòróngà, Ògún, Òbàlúwàiyé, Oyà, Òmólú, Iyémowo-Iyémònjá e Òòrisànlà-Òbátálà só recebem oferta de Orogbo sem a casca exibindo sua parte branca. Já no culto de Òsún o orogbo é inaceitável por sua relação com a morte, quando Òsún não suporta nenhum tipo de elemento com ligação a morte. Este fruto possui uma grande força ritualística, quando oferecimento num ritual deve ser sempre ofertado ao Òrìsá no mínimo dois orogbo, o mesmo acontece com qualquer outro fruto, isso porque em ritual nunca se deve oferecer um, e sim dois elementos.
São utilizados nos ritos de Orunmilá, Xango, Osain e outros aborós, indispensável em jogos divinatórios e na feitura de santo no sentido de alcançar a prosperidade. Utiliza-se também no preparo do abô, sasanha e da comida ritual especificamente nas oferendas de Airá.
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OBI –

Ó Deus, venha comer noz-de-cola com a gente!
Entre os Ibos, povo do sudeste da Nigéria, a noz-de-cola tem um grande valor simbólico e religioso. Por isso, come-se noz-de-cola nos acontecimentos mais importantes da vida deste povo.As palavras de um ancião da aldeia Ibo, no sudeste da Nigéria, revela o significado da festa onde se come noz-de-cola: “A cola é um símbolo de unidade entre os homens e Deus. A noz-de-cola representa a vida, por isso, é oferecida na oração e nos ritos que celebram a alegria de viver, o amor, a paz, a mútua compreensão. Come-se a noz-de-cola quando nasce uma criança, quando se celebra um casamento, quando morre um parente, quando um novo chefe sobe ao poder, quando tribos se reconciliam depois de travar uma guerra, quando se sela uma nova amizade etc.”
Os Ibos começam cada dia louvando a Deus e consumindo noz-de-cola. O ancião só dá o bom dia depois de uma pequena cerimônia familiar, o Ikpa nzu e iwa oji (salpicar com pó de gesso e partir as nozes-de-cola).
Toda a família se senta no chão. O ancião, igualmente sentado no solo, estende as pernas e coloca no centro o ofo (bastão sagrado, símbolo de unidade com os antepassados), algumas nozes, o gesso em pó e uma vasilha com água fresca. Parte as nozes e mastiga um pedaço. Depois, cospe uma parte dela sobre o ofo e outra para o ar, destinada aos espíritos invisíveis. Por fim, enxágua a boca e tira fora a água com força.
Terminado esse ritual, reza em voz alta: “Que o novo dia afaste o mal! Deus, venha comer noz- de-cola! Terra, venha comer noz-de-cola! Antepassados e espíritos, venham comer noz-de-cola! Fazei que aconteça o bem, nunca o mal! Quem tem noz- de-cola, tem vida! A minha vida é a vida da minha família.”
A intercessão
Depois da invocação, e sempre em voz alta, o ancião faz uma oração de intercessão. Declara a sua inocência e pede proteção divina. Diz: “Deus, parta estas nozes por mim, porque eu não sei o que dizer. Deus, lhe peço, não me dê a morte, porque sou ainda uma criança. Que, onde quer que esteja uma criança, ela possa acordar cada manhã. O macaco salta para a frente, nunca para trás. Que por esta oração eu seja abençoado e também minha família”.
Toda a família fica em silêncio, seguindo com atenção as palavras do chefe da família. Terminada a oração de intercessão, o ancião proclama uma série de exortações morais. Apela para a unidade, para a harmonia e para a convivência em paz: “Há alegria na vida, não na morte. Viva quem oferece noz-de-cola e quem a come! Deus, faça com que o meu inimigo conserve a vida: se não existisse, acaso eu lutaria com a erva? O meu inimigo é útil, porque quando discuto, posso aprender coisas novas!”
O ritual matutino termina com a invocação final. O ancião proclama-a com solenidade. Pede vida e saúde para todos os presentes, e de modo particular para si mesmo, que é o chefe da família. Nesta oração, faz alusão à prece da lagartixa, a qual pode viver sem cauda, mas não sem cabeça.
Comida em comum
A noz-de-cola tem um valor simbólico. É um fruto que deve ser comido sempre em comum. Essa refeição pode ser realizada numa família, onde todos se reúnem com os seus pais, ou pode ser feita por toda a aldeia, que se junta ao redor do ancião, para celebrar um acontecimento especial. Em qualquer dos casos, as nozes-de-cola são sempre distribuídas, partidas e partilhadas entre todos os presentes.
Essa refeição em comum é símbolo da comunhão de bens, da fraternidade e do respeito recíproco.
A noz-de-cola
A cola é um árvore da família das esterculiáceas, conhecidas na África ocidental por árvores de noz-de-cola. Suas folhas são ovais e persistentes. As flores são unissexuais ou poligâmicas, em forma de cálice. Os frutos são lenhosos e contêm de cinco a nove sementes, de sabor amargo, ricas em cafeína. São usadas como comida e também na medicina para despertar energias vitais.
Os ibos
O povo ibo é formado por aproximadamente três milhões de pessoas. Esta região é rica em cursos de água, como os rios Benue e Níger.
A terra é fértil. A vegetação florestal permite aos ibos cultivarem diferentes espécies de árvores, que são importantes para a sua alimentação e o seu comércio. Outra fonte de alimentação é a pesca, a caça, a criação de ovelhas, cabras e frangos. O ano solar tem duas estações: a das chuvas, que vai de maio a outubro, e a do tempo seco, de novembro a abril.

A noz de cola é o fruto do colateiro (cola acuminata) planta da família dos sterculiacées, tais como o cacau, de origem da África tropical e da América Latina.
A noz de cola é apreciada por seu gosto amargo e ardente e apreciada sobretudo por suas propriedades tônicas e adestringentes. Ela contém cafeína, é um bom estimulante nervoso e tônico para o coração. Ela tem a reputação de facilitar a digestão e ter propriedades afrodisíacas.
Ela constitui junto com o vinho de palma (e o galo) os presentes que são oferecidos aos”bakulu” (antepassados), nos casamentos e aos estrangeiros (os que visitam os membros do clã)
Distribui-se entre os convidados em todas as cerimônias como símbolo de boas vindas, símbolo de amizade ou para selar pactos de amizade ou promover a reconciliação. Distribui-se como um gesto de saudação com uma parte (da noz de cola) deslizando da palma da mão.
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FAVAS

A fava simboliza o sol mineral, o embrião. Evoca o enxofre aprisionado na matéria.

As favas fazem parte dos frutos que compõem as oferendas rituais. Elas representam os filhos-homens esperados; numerosas tradições confirmam e explicam essa aproximação. Segundo Plínio, a fava era usada no culto dos mortos por acreditar-se que continha a alma dos mortos. As favas, na qualidade de símbolos dos mortos e de sua prosperidade, pertencem ao grupo dos Deuses protetores. No sacrifício que se costumava realizar na primavera, elas representavam a primeira dádiva vinda de baixo da terra, a primeria oferenda dos mortos aos vivos, o signo de sua fecundidade, ou seja de sua encarnação. E isso leva-nos a compreender as razões da proibição estabelecida por Orfeu e Pitágoras para os quais comer favas era o equivalente a comer a cabeça dos próprios pais, a partilhar do alimento dos mortos e, graças a isso, permanecer dentro do ciclo das reencarnações e sujeitar-se aos poderes da matéria. No entanto fora do âmbito dessa teoria, as favas constituem, ao contrário, o elemento essencial da comunhão como os Deuses, no ápice dos rituais.
Em resumo as favas são as primícias da terra, o símbolo de todas as benfeitorias proveniente dos Deuses que habitam debaixo da terra.
O “campo de favas” – denominação que os egípcios usavam com sentido simbólico, era o lugar onde os defuntos aguardavam a reencarnação. O que confirma a interpretação simbólica geral dessa leguminosa.
Dentro do cultos dos Voduns/Orixas/inkices e outros, a fava representa e confirma a ancestralidade dos Deuses.
Em nossos rituais, fazemos uso tanto da fava inteira como ralada, em forma de pó. O pó, assim como a cinza é comparado ao sêmen, ao pólen das flores, à posteridade.
Inversamente, por vezes é signo da morte.
Fazer uso da fava e do pó da fava representa perpetuarmos nossa ancestralidade, as primícias da terra e dos Deuses.
1 – FAVA DE ABRE-CAMINHO
2 – BEJERECUM
3 – FAVA DE EXÚ
4 – GARRA DE EXU
5 – FAVA DE OBALUAYE
6 – DANDA DA COSTA
7 – IKIN
8 – FAVA DE OGUM
9 – FAVA TONCA
10 – FAVA DE JATOBA
11 – OROBO
12 – FAVA DE XANGO – ALIBÉ
13 – PIXURIN
14 – AMENDOIM
15 – COCO DO DENDE
16 – NOZ NOSCADA
17 – ATARÉ
18 – FAVA DE IANSÃ
19 – ARIDAN
20 – FAVA DE OXALÁ
21 – FAVA ARIO
22 – FAVA DE OXUM
23 – FAVA DE AGUÉ
24 – FAVA CUMARU
25 – FAVA OFA
26 – LELECUN
27 – FAVA DE LOGUN
28 – FAVA DE OBALUAYE
29 – FAVA DE OSAIN
30 – FAVA DE OXOSSI
31 – FAVA DE KARITE
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Os Egungun

EGUNGUN representa divindades ancestrais que demonstram a crença na vida após a morte nos cultos de matriz africana e a ressureição de cada alma no universo. A reverênciação de Egungun tem por obje…

Fonte: Os Egungun


Frutas dos Orixás

Fonte: Casa de Umbanda Sagrada Sete Luzes Vivas e Divinas Quase nunca ouvimos falar das frutas de cada orixá, somente das ervas. No entanto eles tem uma variedade enorme delas e no caso de uma ofer…

Fonte: Frutas dos Orixás